segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
B

Bugio (Farol do) – Mais correctamente Forte de São Lourenço do Bugio, também conhecido como Forte de São Lourenço da Cabeça Seca ou simplesmente Torre do Bugio, localiza-se a meio das águas da foz do rio Tejo, na altura da Vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra. O local onde se ergue è um banco de areia formado pelo assoreamento da foz do rio, fruto da dinâmica da confluência das suas águas com as do Oceano Atlântico, ao ritmo das marés. Sendo o único da região com a superfície acima da linha de marés durante todo o ano, ficou-lhe a toponímia de cabeço ou cabeça seca. A ideia de uma fortificação para a barra do rio Tejo, com a função de protecção do acesso marítimo à cidade de Lisboa, foi primeiramente apresentada no reinado de D. Sebastião pelo arquitecto Francisco de Holanda, indicando para essa finalidade o areal da Cabeça Seca. O soberano acatou essa sugestão, encarregando, em 1578, D. Manuel de Almada de erguer essa estrutura, com a função estratégica de cruzar fogos com a primitiva Torre de São Gião. Optou-se por uma estrutura de campanha de pequenas dimensões erguida sobre estacaria de madeira, que entulhada com pedras, serviu de alicerce para uma plataforma com algumas peças de artilharia. A fragilidade do material, entretanto, aliada à instabilidade do banco de areia e á acção das correntes e das marés, em pouco tempo, comprometeu irremediavelmente a estrutura. À época do rei D. Filipe, foi solicitado ao engenheiro militar italiano Giovani Vicenzo Casale um estudo para melhorar o sistema defensivo da barra de Lisboa então sob ameaça de corsários ingleses e holandeses. Com a morte de Casale, foram nomeados para dirigir as obras dois discípulos seus, Tibúrcio Spannochi e Anton Coll. A partir de 1598 a direcção da obra foi assumida pelo engenheiro militar Leonardo Torriani, a partir de então o projecto entrou numa nova fase. Quando da Restauração da Independência, D. João IV determinou por Decreto Real que as obras fossem concluídas por um engenheiro português. Iniciou-se assim, uma nova etapa construtiva, sob a superintendência do conde de Cantanhede, até serem dadas como concluídas em 1657. Em planta datada de 1693 já se encontra figurada uma torre encimada por um farol. O relatório de inspecção efectuado em 1751 ao farol, mostra que o mesmo operava com azeite, no período de Outubro a Março. Esta estrutura, destruída pelo terramoto de 1755, foi reedificada como um dos seis faróis erguidos na costa portuguesa para auxílio à navegação, conforme determinação de um alvará do Marquês de Pombal datado de 1758. O novo farol entrou em funcionamento em 1775. Quando da eclosão da Guerra Peninsular, foi ocupado pelas tropas napoleónicas (1807), e, posteriormente, durante as Guerras Liberais, foi alvo do fogo da artilharia da esquadra francesa que, sob o comando do almirante Roussin, forçou a barra do Tejo (1831). No término da 2ª Guerra Mundial, sem valor defensivo, foi entregue pelo Ministério da Guerra á Direcção dos Serviços de Faróis do Ministério da marinha. Foi declarado como imóvel de interesse público em 18 de Julho de 1957. Severamente danificado pelo tempo e pela erosão das águas, a partir da década de 1950 sofreu diversas intervenções de consolidação, reparos e conservação. O Forte do Bugio, foi inspirado no Castel Sant`Angelo em Roma, Itália, e, por sua vez serviu de modelo para o Forte de São Marcelo na cidade de Salvador na Bahia de Todos os Santos, Brasil.

Bruno Hezeta - (1744-1807). Foi um explorador basco que explorou o Noroeste do Pacífico. Nascido em Bilbao, foi enviado pelo vice-rei de Espanha António Maria y Ursúa para explorar a área ao norte da alta Califórnia em resposta aos rumores de que havia presença russa na região. Retornou à Europa lutando em várias batalhas navais contra a França e Inglaterra, He died in 1807 with the rank of the lieutenant general . morreu em 1807 com o posto de tenente-general.

Brendan (Santo) – Saint Brendan de Clonfert ou Bréanainn de Clonfert (484-578). Chamado o “Navegador” ou o “Viajante”, è um dos santos monásticos irlandeses cujo as lendas ultrapassam a sua história. O seu dia è celebrado a 16 de Maio. È principalmente lembrado pela sua viagem lendária à ilha de Blessed. Existem muitas versões, mas todas referem que navegou pelo Oceano Atlântico com sessenta peregrinos em busca do jardim do Eden. È suposto ter encontrado a ilha de Blessed coberta de vegetação e um monstro marinho. E se a ilha de Blessed que ele encontrou, fosse nem mais nem menos a América? Teria sido de facto Saint Brendan o primeiro a descobrir a América? Saint Brendan è o santo patrono da marinha dos E.U.A.

Bounty (HMS) - Navio comandado por William Bligh em 1787, tinha como destino o Tahiti para obter árvores de fruta-pão, seguindo depois rumo às Caraíbas, local onde nunca chegaria, pois, logo após ter saído do Tahiti deflagrou um motim a bordo, encabeçado por Fletcher Christian (28 de Abril de 1789). O HMS Bounty acabaria por vir a ser afundado por Christian e a história à volta deste navio originou várias películas na sétima arte.

Bojador (Cabo) – Cabo da costa ocidental de África a noroeste do deserto do Sara, e que por dezenas de anos, foi limite da navegação portuguesa na costa do Sara. Gil Eanes em 1434 conseguiu passar a sul do Bojador. Pouco tempo depois, foi Afonso Gonçalves Baldaia que navegou cinquenta léguas para sul até Angra dos Cavalos (séc. XVI).

Bob (Robert Duane) Ballard - Nascido a 30 de Junho de 1942 em Wichita, Kansas, tornou-se num oceanógrafo notável pelo seu trabalho em arqueologia subaquática. Conhecido por ter descoberto os destroços de RMS Titanic em 1985, do cruzador de batalha Bismarck em 1989, do porta-aviões USS Yorktown em 1998 e mais recentemente do submarino PT-109 John F. Kennedy em 2002. Desde muito cedo, interessou-se pelo mar, graduando-se pela Universidade de Santa Bárbara em 1965. Trabalhou para a aviação norte-americana e para o Instituto de Geofísica do Hawai. Em 1967 è chamado para o dever militar e è colocado na USS Navy como Oceanógrafo. Após 3 anos e já fora da marinha Bob Ballard gasta grande parte do seu tempo a tentar persuadir pessoas e organizações a financiar o projecto Alvin que seria usado em pesquisas submarinas. Em 1975 participa numa expedição franco-americana e em 1977 conduz a sua primeira expedição em busca do Titanic, que è mal sucedida. Em1985 volta a tentar encontrar o Titanic e tal acontece às primeiras horas do dia 1 de Setembro. Ballard mantém o local dos destroços em segredo e planeia regressar com a sua equipa em momento mais oportuno para fazer um estudo mais detalhado dos destroços. A 12 de Julho de 1986, Bob Ballard regressa, mas desta vez traz o Alvin, um submarino que navega a grandes profundidades e que è acompanhado pelo Jason Júnior, um veículo controlado remotamente e que premiria observar o interior do navio de passageiros. Uma tarefa mais árdua teve Ballard a quando da descoberta do Bismarck que se encontrava a 4.000 pés de profundidade, (mais do que o Titanic). Em Guadalcanal visita os destroços de muitas embarcações da 2ª Guerra Mundial e lança um livro, «Os navios perdidos de Guadalcanal» onde dá a conhecer a localização exacta (fotograficamente), de cada navio que aí se perdeu. Em 1990 funda o Instituto para a Exploração, que se especializa na arqueologia e geologia do fundo do mar. Em 2002 recebe uma medalha do museu nacional Marítimo, em 2004 è nomeado professor de oceanografia e è actualmente director do Instituto de Oceanografia e Arqueologia da Universidade de Rhode. Uma vez afirmou: «Eu queria ser o capitão Nemo das 20.000 Léguas Submarinas de Júlio Verne. Não tinha dúvida nenhuma sobre isso. Eu tive sempre esse sonho, o de estar dentro do seu navio, o Nautilus».

Boa Esperança (Cabo da) – Cabo a sul de África, dobrado pela primeira vez em 1487 por Bartolomeu Dias que só o descobriu quando o dobrou pela segunda vez já no regresso da sua viagem ao longo da costa oriental africana. Assaltado por violentas tempestades nessas paragens, deu ao cabo o nome de Tormentas ou das Tormentas. D. João III substituiu o nome ao chamar-lhe Cabo da Boa Esperança.

Bismarck – Considerado então, como o melhor Couraçado do Mundo (42.000 toneladas, e 2.400 homens na tripulação), era conhecido como “Tigre dos Mares”. Zarpou para a sua última viagem, de Bergen (porto norueguês), a 21 de Maio de 1941. A 24 de Maio meteu a pique o HMS Hood, posteriormente perseguido por unidades da Home Fleet e da Força H, numa busca que duraria quatro dias e em que eram percorridas 1.750 milhas marítimos. Às 10h19m do dia 27, termina a sua história sob o fogo do Rodney e do King George V arrastando consigo no seu braço mortal 2.290 homens. Em 1989, os destroços do Bismarck foram encontrados a 602 milhas ao largo da costa britânica e a 4.763 metros de profundidade.
Bintão (Batalha de) – Confronto travado em Novembro de 1526 entre a armada de Pêro Mascarenhas e as forças do rei de Bintão. A conquista da ilha de Bintão é um dos feitos mais espectaculares da História Militar Portuguesa, constituindo um exemplo raríssimo daquilo a que se pode chamar a «Batalha perfeita». Magistralmente planeada, tanto sob o ponto de vista estratégico como logístico, ela constituiu uma verdadeira obra-prima de execução táctica. Em Bintão, Pêro Mascarenhas conseguiu aquilo que todos os generais pretendem e quase nenhum consegue: aniquilar completamente as forças inimigas e alcançar todos os objectivos estratégicos previamente fixados sem perder um único homem. Contudo, a vitória de Bintão pouca atenção mereceu, mesmo aos contemporâneos.

Benjamin Spooner Briggs – (24 de Abril 1835- Nov.1872). Marinheiro americano e capitão do brigue Mary Celeste, que foi descoberto abandonado em Dezembro de 1872. Com ele desapareceram, a sua mulher Sarah, a sua filha Sophia e toda a tripulação, e que è ainda hoje, passados quase século e meio, um dos maiores mistérios da história da navegação.
Benjamin Hornigold – Pirata inglês do séc.XVIII. A sua carreira como um pirata durou de 1715 a 1718, altura em que transformou em caçador de piratas e perseguiu seus ex companheiros em nome do governador das Bahamas. Viria a falecer na sequência de um naufrágio ocorrido em 1719, quando a sua embarcação foi apanhada num tremendo furacão.

Benito Soto - Nasceu em Pontevedra a 22 de Março de 1805 e faleceu (não se sabe exactamente), em Cádis ou em Gibraltar entre 1830 e 1833. Conhecido pela sua crueldade, este pirata galego tinha por hábito assassinar toda a tripulação dos navios que assaltava. Filho de um marinheiro de Pontevedra, pensa-se que tenha cruzado o Atlântico muito novo. A 22 de Novembro de 1827, com 22 anos, sai do Rio de Janeiro como tripulante de um bergantim esclavagista, a meio da viagem eclode um motim a bordo e a tripulação dirigida por ele acaba por assassinar o capitão. È a partir daqui que inicia a sua carreira como pirata, até ao momento em que foi capturado e enforcado pelos 10 assaltos e 75 assassinatos que tinha cometido. As suas últimas palavras foram: «Adeus a todos!»

Belém (Torre de) – Ponto de partida das naus e caravelas para a descoberta dos Oceanos. Foi mandada construir pelo rei D. Manuel I, em 1515, em homenagem ao santo patrono de Lisboa, São Vicente, sendo o arquitecto da obra Francisco de Arruda que iniciou e a finalizou em 1520. Este monumento inseria-se numa Lisboa que era, na época a capital de um imenso império marítimo, tornando-se assim, no seu ex-líbris. A construção da Torre de São Vicente de Belém era, para aqueles que mandaram construir, um terrível elemento de defesa militar da entrada do Tejo, que avançava sobre as águas do rio. Foi fundamental na perseguição dos navios piratas que se aventuravam a perseguir as nossas caravelas que chegavam carregadas do Oriente. Estamos perante um Monumento que imortaliza os feitos dos portugueses no mar. Monumento nacional, inscrito na UNESCO como Património Mundial, ergue-se no sítio onde estava a praia do Restelo.
Beadala (Batalha de) – Batalha travada entre a armada portuguesa, comandada por Martim Afonso de Sousa e a armada malabar, sob o comando de Patemarcar, depois de mês e meio de perseguição. Desta batalha diz o historiador cingalês Pieris: «uma das maiores batalhas da história dos portugueses na Índia». Luís de Camões escreveria sobre ela o seguinte: «a frota principal do Samorim, que destruir o mundo não duvida, vencerá co’ o furor do ferro e fogo; em si verá Beadala o Márcio jogo.» (Os Lusíadas, canto X). (20 de Fevereiro de 1538).

Bartolomeu Perestrelo – (1400-1458), fidalgo português, um dos descobridores da Madeira em 1419 ou 1420, juntamente com João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. Cavaleiro da casa do Infante D. João e mais tarde da do Infante D. Henrique que lhe doou a capitania de Porto Santo, as do Funchal e do Machico foram doadas, respectivamente, a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira. È considerado como tendo sido o pai da esposa de Cristóvão Colombo; Filipa Moniz.

Bartolomeu Dias – Célebre navegador português descendente de Dinis Dias. Descobriu e dobrou o Cabo de Boa Esperança. Acompanhou em 1500 Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobriu o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia, naufragou (1500) e o valente marinheiro achou a morte junto do mesmo Cabo da Boa Esperança, de que fora glorioso descobridor.

Bartholomeu Roberts – (Wales 1682-1722). O seu verdadeiro nome era John Roberts, muitos chamavam-lhe “O último dos grandes piratas”, mas Jean Laffitte foi na realidade o verdadeiro “último pirata”. O seu legendário navio era o Boston Rover. Foi capitão de um navio mercante até que foi assaltado em águas do Gana em 1719 pelo pirata Howel Davis, depois da morte deste, è eleito como capitão pirata do navio, e è então que começa a sua vida de fora da lei nos mares da América. Em 1720 captura o governador de Martinica. A sua carreira è curta, pois a 10 de Fevereiro, morre ao receber um balásio no estômago, tendo os seus marinheiros atirado o seu corpo ao mar para que não fosse capturado pelos britânicos. Era conhecido como “Black Bart”

Bahamas – A tipografia das Bahamas, com setecentas ilhas dispersas por 100.000 milhas quadradas no meio do Atlântico, foi o palco ideal para os piratas. As suas vantagens eram enormes. Tinha um porto natural entre New Providence e a ilha do Porco, agora ilha do Paraíso. A sua localização privilegiada junto às principais rotas do comércio e a sua abundância de meios (água fresca, peixes, tartarugas e fruta), faziam dela o paraíso para piratas, flibusteiros e bucaneiros. A cidade de Charles, mais tarde Nassau, era a capital dos párias. Entre os patifes que por aqui passaram, pelo menos alguma parte das suas carreiras, encontravam-se: Henry Jennings, Henry Morgan, Edward Teach “Barba Negra”, Benjamin Hornigold, Woodes Rogers, Jack Rackman “Calico Jack”, Capitão John Wyatt, Thomas Anstis, Henry Each, Richard Worley, Samuel Belamy, Bartholomeu Roberts “Bartblack”, Stede Bonet e Charles Vane.
B
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A

Aquitania – Navio de passageiros da Cunard, foi à época o navio mais rápido e o maior desta companhia. Durante a 2ª Guerra Mundial foi transporte de tropas e navio hospital. Tinha 45.647 toneladas, 278 metros de comprimento, uma velocidade de 23 nós e transportava cerca de 3.230 passageiros. Construído em 1914, era conhecido como o “Novio Bonito”. Depois de 443 viagens transatlânticas, de fazer três milhões de milhas e de transportar 1,2 milhões de passageiros, acaba a sua carreira ao fim de 35 anos (1950).

Atlântida – Teria sido uma antiga ilha ou continente lendário, cuja existência ou localização nunca foram confirmadas. O povo de Atlantis (ou Atlântida), viveria numa ilha localizada para além dos pilares de Heracles, onde o Mediterrâneo terminava e o Oceano começava. A Atlântida tornou-se parte do reino de Posídon, Deus dos Mares. Seria uma ilha de extrema riqueza, quer vegetal quer mineral. Era prolífica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro e orichac, um metal que brilhava como o fogo. Também era riquíssima em petróleo. Pouco mais se sabe de Atlântida, segundo Platão, esta foi destruída por um desastre natural, (possivelmente um terramoto ou maremoto).
_01.jpg)
Arundel Castel (RMS) - Foi lançado como Amroth Castel. Navio gémeo do Windsor Castel, foi transporte de tropas durante a 2ª Guerra Mundial. A partir de 1937, ficou conhecido como o mais bonito navio a cruzar os mares. No final da sua carreira tinha efectuado a sua viagem número 211, navegado 3.475.565 milha, sendo que seiscentas mil tinham se realizado em tempo de guerra.

Arthur Henry Rostron – Capitão sir, (14 de Mai. 1869- 4 Nov. 1940). Comandante da Cunard Line e capitão do RMS Carpathia quando este fez parte do salvamento dos sobreviventes do Titanic. Foi considerado um herói ao ter feito todos os esforços para alcançar o RMS Titanic antes deste se afundar e pela conduta tomada no salvamento dos sobreviventes. Foi-lhe concedida a medalha de ouro pelo Congresso dos E.U.A., e após a 1ª Guerra Mundial foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Império Britânico e Comodoro da frota da Cunard. Nasceu em Bolton, Inglaterra, entrando na Cunard em Janeiro de 1895 servindo em vários navios, tais como: Aurania, Etruria, Servia, Cherbourg, Ultonia, Saxonia e Umbria. Foi feito 1º oficial do RMS Lusitania em 1907, mas acabaria por ser transferido para o Brescia. Comandou o seu primeiro navio, o Pennonia, em1911. Deixou temporariamente a Cunard para servir na Royal Navy na guerra russo-japonesa. Retornou em Janeiro de 1912 tendo sido dado o comando do RMS Carpathia. Depois do naufrágio do Titanic recebeu, a Cruz de Honra americana e as medalhas de ouro atribuídas pelas sociedades de náufragos de Liverpool e de New York. Continuou no comando do Carpathia por mais um ano até ser transferido para o Carolina. Mais tarde, em 1913 e 1914 comandou o Carmania, o Carpania e o Lusitania. Quando a 1ª Guerra Mundial se iniciou, comandava o Aulania, o navio foi transformado em navio de tropas e Rostron continuou no seu comando. Em 1915, foram ambos envolvidos na batalha de Gallipoli, Turquia. Também em 1915 passou para o Mauretania, em Abril de 1916 para o Ivernia, retornou ao Mauretania em 1917, antes de comandar o Andania, Saxonia, Carmania e Mauretania outra vez. Em 1918 foi feito capitão da Royal Navy e comandante de Ordem do Império britânico. Em Julho de 1928 comandou o RMS Berengaria e tornou-se Comodoro da frota da Cunard. Após a reforma em Maio de 1931, escreveria uma autobiografia intitulada “Repouso do Mar”.

Armada Invencível – Poderosa força naval que Felipe II de Espanha e I de Portugal enviou contra a Inglaterra (1588) para vingar a morte de Maria Stuart e destronar Isabel. Os temporais da Mancha destruíram-na em grande parte. Esta armada saiu do porto de Lisboa sob o comando do Duque de Medina Sidónia.

Arleigh Albert Burke – Almirante norte-americano um dos mais importantes comandantes do Pacífico e até mesmo da 2ª Guerra Mundial. Entrou na guerra em 1943, como comandante do esquadrão de “destroyers” nas Ilhas Salomão. Estratega muito capaz e hábil, conduziu mais de vinte acções militares contra o Japão, entre Novembro de 1943 e Fevereiro de 1944. O seu esforço foi sempre reconhecido pelo que, muito depois da guerra, já aposentado, recebeu a Medalha Nacional da Liberdade, em 1977.

Ark Royal (HMS) - Porta-aviões britânico de 22.000 toneladas, que em 1940 fez parte da “Força H”, encarregue de operar no Atlântico e no Mediterrâneo, tendo sido o seu grande suporte. Em Novembro, teve um efeito decisivo na batalha do cabo Teulada. Não foi o mais formidável porta-aviões inglês, mas o mais célebre, para o que contribuiu o seu dramático fim a 14 de Novembro de 1941 pelo U-81 (submarino alemão), que o meteu a pique muito perto da base de Gibraltar. Com um comprimento de 240 metros, tinha a bordo 1.600 homens e 60 aviões.

António da Silveira - Capitão da Índia (século XVI). De 1524 a 1539, serviu na Índia. Teve a cargo as capitanias de Ormuz (1528) e Diu (1537). Notabilizou-se na defesa desta praça, cercada em 1538 por uma poderosa frota turca de 7000 homens, auxiliada pelo exército de Cambaia. Em 1539, já depois de ter regressado a Portugal, foi-lhe entregue a capitania do Machico, na ilha da Madeira.
Archibald Dickson – Companheiro de James Cook (comandava o Egmont de 1 de Abril a 18 de Outubro de 1765), na expedição á Terra Nova. Promovido a tenente a 19 de Setembro de 1759, a comandante em 10 de Janeiro de 1771 e a capitão a 31 de Julho de 1774. Comandou navios como, o HMS Greyhound, Dublin, Goliath, Capitain e o já referido Egmont. A 12 de Abril de 1794, seria promovido a contra-almirante e a almirante em 1 de Janeiro de 1801. No ano seguinte, torna-se barão e em 1803 viria a falecer em Norfolk a 30 de Maio.

António Pigafetta – (1491-1534), navegante italiano nascido em Vicenza. Pagou uma grande soma em dinheiro para acompanhar Magalhães na sua viagem de circum-navegação. Elaborou durante a viagem um diário que foi mais tarde fonte de conhecimento para o que sabemos hoje sobre a viagem. Dos 260 homens que partiram com Magalhães em 1519, só ele e mais 18 homens retornaram a Espanha em 1522, terminando a circum-navegação sobre o comando de Juan Sebastián Elcano que foi nomeado após a morte do capitão português. Durante a viagem recolheu dados sobre a geografia, o clima, a flora, a fauna e os povos. Dados esses que mais tarde (já em Itália), foram fonte para elaboração do livro “Relações da primeira viagem em torno do mundo”. Foi feito cavaleiro de Malta.
António de Saldanha – Marítimo português que deu o nome à Aguada do Saldanha, aquém do Cabo da Boa Esperança. Companheiro de Afonso de Albuquerque. Foi general da armada que o rei D. João III enviou a Tunes.
António Oquendo – Almirante espanhol que chegou em 1631 à Baía, defendeu corajosamente ao lado de valorosas figuras brasileiras e portuguesas o litoral brasileiro a quando dos ataques dos holandeses. Travou com os holandeses renhida batalha naval que custou a vida ao almirante inimigo Jansse Pater. (1577-1640). Era filho de Miguel Oquendo.

António Jacobsen – Nascido em Copenhaga em 1850, emigra nos anos 70 para os E.U.A. e instala-se em Nova York. Do local onde vive enxerga o porto e o constante movimento de navios. Especializa-se no retrato de navios. Chega a pintar um quadro em horas, atingindo a média de dois em cada três dias. Por vezes aceita encomendas aparentemente impossíveis como foi aquela em que se comprometeu a executar 200 telas de um único navio, o Olympic. Em 1897 pintou em tela o paquete D. Maria, de 4.000 toneladas que tinha feito a sua viagem inaugural em 1893.
Antonie Noailles – Almirante francês (1504-1562). Distinguiu-se na Batalha de Ceresole.
António da Nola – Mareante de Génova conhecido também por António Usodimare e que serviu o Infante D. Henrique. Foi companheiro de Cadamosto e do piloto Diogo Gomes. Navegou pela costa de África, além do Cabo Verde e descobriu algumas ilhas do arquipélago do mesmo nome.

Anne Bonny – (County Cork, Irlanda 1697 – Virgínia séc. XVII). Nasce da união ilegítima de um advogado com uma criada. Casa com James Bonny e ruma às Bahamas, mas aí conhece o pirata Calico Jack por quem se apaixona e abandona o seu marido para embarcar na aventura da pirataria, onde è incorporada como um marinheiro vestindo roupas de homem. Torna-se então, num dos piratas mais corajosos, lutando selvaticamente como o mais sanguinário dos “Lobos-do-mar”. Fica grávida de Calico e para a tripulação não se aperceber da sua verdadeira identidade, este faz a desembarcar em Cuba em casa de uns amigos até ter o filho. Após o parto, regressa á pirataria deixando o filho ao cuidado desse casal de cubanos. A certa altura, capturam um barco que curiosamente tem na sua tripulação uma outra mulher, que como ela, fazia-se passar por homem e que combatia como eles, chamava-se Mark Read, ou melhor Mary Read. È aceite na tripulação de Calico e este trio passa a fazer parte da lenda e da história dos piratas e corsários. A captura do seu navio em Outubro de 1720 acaba com o mito. Jack Rackman è enforcado, mas Anne e Mary recebem o perdão por estarem grávidas. Mary Read morre ainda na prisão a 28 de Abril de 1721 com febre e sem poder ter tido o seu filho, Anne Bonny acaba por sobreviver com o seu filho e è libertada pelo seu pai rumando à Virgínia, começando uma nova vida.
António de Faria – Aventureiro e corsário português companheiro de Fernão Mendes Pinto 1540.

Andrea Doria – Nascido a 30 de Novembro de 1466 em Oneglia, foi estadista genovês, mercenário e comandante naval, lutou contra os turcos e o pirata Barba Ruiva. Excelente estratega naval viria a falecer em Génova em 1560 com a bonita idade de 104 anos. O seu nome viria a ser dado mais tarde a várias embarcações.
Andreas Vokos Miaoulis – Almirante grego (1768-1835). Comandou as forças navais dos revoltosos gregos de 1822 a 1827.
Andreas Vokos Miaoulis – Almirante grego (1768-1835). Comandou as forças navais dos revoltosos gregos de 1822 a 1827.
Anfritite – Filha de Nereu, irmã de Tétis, esposa de Poseidon e rainha dos mares. È muitas vezes representada a percorrer o mar num carro puxado pelos Tritões, seus filhos.

Américo Vespúcio – Nascido em Florença a 9 de Março de 1454, foi um mercador, navegador, cosmógrafo e explorador. Por quatro vezes visitou o Novo Mundo já descoberto por Colombo. Integrou a expedição espanhola de Alonso de Ojeda a caminho das Índias Ocidentais. A 13 de Maio de 1501, ao serviço do rei D. Manuel I de Portugal, partiu de Lisboa na expedição de Gaspar de Lemos, em 1503 retornou ao Brasil, desta vez na frota de Gonçalo Coelho. Em 1505, naturalizou-se espanhol e em 1508 torna-se piloto-mor da Casa de Contratação das Índias. Os primeiros cartógrafos deram imerecidamente o seu no me à América. Viria a falecer em Sevilha a 22 de Fevereiro de 1512.

Amédée Courbet – (1828-1885). Almirante francês, que exerceu praticamente toda a sua carreira no Continente Asiático. Nasceu em Abbeville, foi governador da Nova Caledónia (1880-1882), comandante da divisão naval de Tonkin (1883). Em 1884 comandou todas as forças armadas francesas na China, conduzindo a guerra chino-francesa. Destruiu a frota chinesa na batalha de Foochow, organiza a invasão e o bloqueio da Formosa e ocupa Keelung a 1 de Outubro. Morre dois dias depois de ser obtida a paz na China.

Alvin – Submergível operado pela Woods Hole Oceanographic Instituition desde 1964. Tem um comprimento de 23,3 pés, uma largura de 12 pés e consegue operar até a uma profundidade de 4.500 metros. Foi com ele que se conseguiu viajar pelas profundezas do mar até ao Titanic. O seu leito habitual, è o navio oceanográfico Atlantis.

Álvaro de Mendaña de Neira - Foi um navegador espanhol que realizou duas expedições ao Oceano Pacífico descobrindo as Ilhas Salomão e as Marquesas. Em 1567, ao lado de Pedro Sarmiento de Gamboa, partiu de Callao, no Peru, numa expedição ao Pacífico Sul em busca da lendária Terra Australês. A expedição resultou na descoberta da Ilha Wake e das Ilhas Salomão. Pretendendo ficar com o crédito pelas descobertas, lançou ao mar os diários e mapas feitos por Pedro Sarmiento de Gamboa e abandonou-o no México. No entanto, Mendaña de Neira teve de enfrentar a oposição dos inimigos do seu tio, então já falecido. Após um julgamento em Lima, Gamboa recuperou o crédito pelas descobertas e escreveu a Felipe II de Espanha, pedindo-lhe que proibisse Mendaña de Neira de voltar às Ilhas Salomão. Ainda assim, o monarca ignorou o pedido e Mendaña de Neira efectuou uma segunda viagem ao arquipélago em 1595. Esta expedição foi patrocinada pelo então vice-rei do Peru, García Hurtado de Mendoza, Marquês de Cañete, influenciado pela esposa. Os navios contavam com cerca de quatrocentos passageiros, com as suas esposas e escravos, cujo objectivo era o de fundar uma colónia nas Ilhas Salomão que impedisse os piratas ingleses de encontrar algum refúgio no Pacífico que lhes permitisse atacar a costa americana ou as Filipinas. Acompanhavam-no a sua esposa Isabel de Barreto e três cunhados. Nesta viagem, cujo principal piloto era o português Pedro Fernandes de Queirós, Mendaña de Neira descobriu as Ilhas Marquesas, assim designadas em homenagem à esposa do vice-rei, a Marquesa de Cañete. Mendaña de Neira veio a falecer de malária nesta viagem mas já havia delegado a sua autoridade à sua esposa, também conhecida por "Adelantada", que o acompanhava na expedição. Tomando a liderança, Isabel de Barreto navegou resolutamente até Manila, nas Filipinas, em Fevereiro de 1596. Veio a tornar-se conhecida como a única "Almirante do Mar Oceano" que alguma vez comandou na marinha espanhola.
Álvaro Mesquita – Foi o segundo comandante da San António, um dos navios pertencentes à esquadra de Magalhães, depois deste ter detido por insubordinação Juan de Cartagena. Foi encarcerado por amotinados, voltando a Espanha preso na embarcação. Era primo de Fernão de Magalhães.
Álvaro Nuñes – Navegador espanhol, morreu em1534. Descobriu a Florida em 1528.

Álvaro Bazán – Natural de Granada, o almirante, nasceu a 12 de Dezembro de 1526. Filho de um comandante da marinha espanhola, cedo entrou em contacto com o mundo do mar. Por isso mesmo, ainda na juventude mostrou capacidades e foi investido em cargos de relevo. Primeiro marquês de Santa Cruz, era o mais importante comandante naval da Espanha da sua época. Teve sucesso em diversas ocasiões que contribuíram para o engrandecimento da Espanha do século XVI. Lutou contra os franceses, os mouros do Mediterrâneo e os turcos. Esteve presente na Batalha de Lepanto como comandante da frota de reserva e desempenhou um papel importante na derrota da armada otomana. Relativamente à conquista de Portugal, posicionou-se ao lado do duque de Alba contra D. António, prior do Crato, vindo a derrotar as forças navais portuguesas, em 1582 e 1583. Também foi ele quem começou a tratar da formação da armada que pretendia atacar a Inglaterra. Mas, devido á sua morte inesperada, ocorrida a 9 de Fevereiro de 1588, em Lisboa, não pôde concluir o trabalho. Muitos historiadores têm levantado a questão: caso Álvaro Bazán tivesse finalizado o projecto da Armada Invencível, esta teria sido derrotada?
Álvaro Fernandes – Navegador português da carreira das Índias, autor ou co-autor do célebre livro “História da Mui Notável Perda do Galeão Grande São João 1554 (séc.XVI).

Alistair Maclean – Nascido a 28 de Abril de 1922 em Detroit, autor de livros como, HMS Ulysses, Os Canhões de Navarone, Missão no Árctico, O Desafio das Águias e a Ilha dos Ursos. Entrou no Guiness Book of Records com 18 títulos que venderam mais de um milhão de exemplares, treze dos quais deram origem a filmes. Viria a falecer em 1987.
Alonso de Ojeda – Navegante e conquistador espanhol companheiro de Colombo e de Américo Vespúcio (1470-1515). Explorou a ilha de São Domingos.

Ali Pachá – Um dos mais notáveis cabos-de-guerra de Solimão. Originário das mais nobres castas otomanas, viu ser-lhe concedido a honra de chefiar a mais poderosa esquadra do império, a qual acabaria por ser derrotada na Batalha de Lepanto, colocando um ponto final na expansão Turca em território europeu. Foi nesta batalha que acabaria por perder a vida.

Alfred von Tirpitz – (19 de Mar. de 1849 – 6 de Mar. de 1930). Almirante alemão reorganizador da frota de guerra alemã antes de 1914. Foi ministro do estado e comandante dos fuzileiros navais da Kaiserliche durante a 1ª Guerra Mundial. Nasceu em Kustrin, Brandenburg, alistou-se na marinha Prussiana em 1865 frequentando a escola naval de Kiel onde ganhou a sua primeira comissão em 1869. Em 1877 foi nomeado inspector-geral da frota de torpedeiros. Foi feito contra-almirante em 1895 e de 1896 a 97 comandou o esquadrão Asiático de cruzadores. Em 1897 foi nomeado secretário de estado para a marinha. Por volta de 1914, tinha feito da Alemanha, a segunda maior potência do Mundo em termos navais. A sua força naval incluía, sete Dreadnoughts modernos, cinco cruzadores de batalha, vinte e cinco cruzadores, vinte cruzadores de batalha pré – dreadnought e quarenta submarinos. Em 1911 foi nomeado grande almirante e dirigiu durante a 1ª Grande Guerra a batalha submarina, demitindo-se a 15 de Março de 1916. Seria substituído como ministro da marinha por Edward von Capelle. Foi elemento do “Reichstag” de 1924 a 1928. O cruzador alemão Tirpitz foi nomeado em sua honra em 1939.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alexandria (Farol) – Considerado uma das maiores obras de engenharia da antiguidade. Construído no ano de 280 a.C. pelo arquitecto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido a mando de Ptolomeu. Erguida sobre uma base quadrada a bela torre octogonal construída em mármore e com cerca de 130 metros de altura, guiou por mais de cinco séculos todos os navegantes num raio de 50 km da antiga capital egípcia. Situava-se na ilha de Faros, próxima do porto de Alexandria, Egipto. No seu interior ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava a grande distância. A luz reflectida chegava a 50 km., daí a grande fama e imponência daquele farol, que fizeram-no entrar para a lista das sete maravilhas do mundo antigo. Obra toda feita em granito, começou a ruir no século XIV, em 1303 e 1323 quando terramotos e deslizamentos tragaram boa parte de Alexandria, acabando com o brilho da “Cidade dos Mil Palácios”. É, Talvez, com excepção das pirâmides, a única maravilha que possui alguns vestígios arqueológicos encontrados.

Alexander von Humboldt – (14 de Set.1769, Berlin – 6 de Mai.1859, Berlin). Naturalista e explorador perussiano, irmão mais novo do ministro, filósofo e linguista perussiano, Wilhelm von Humboldt. O seu trabalho quantitativo na geografia botânica foi fundamental no campo da biogeografia. Entre 1799 e 1804 viajou para sul e à América Central, explorando e descrevendo de um ponto de vista científico pela primeira vez. Muito desta viagem foi escrita mais tarde num enorme número de volumes numa extensão de 21 anos. Foi o primeiro a defender a tese que as terras que limitavam o Atlântico estiveram unidas (América do Sul e África). Mais tarde lançou o seu trabalho “Kosmos” de cinco volumes, que realizou com outros cientistas. Á excepção de Napoleão Bonaparte, ele chegou a ser o homem mais famoso da Europa. Foi nomeado “Chamberlain Real” por Frederick William III da Prússia. Em consequência das suas explorações, deu o seu nome a variadíssimas espécies. Após a sua morte, foi criada a Fundação “Stftung”, Alexander von Humboldt.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








.jpg)




