segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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Bugio (Farol do) – Mais correctamente Forte de São Lourenço do Bugio, também conhecido como Forte de São Lourenço da Cabeça Seca ou simplesmente Torre do Bugio, localiza-se a meio das águas da foz do rio Tejo, na altura da Vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra. O local onde se ergue è um banco de areia formado pelo assoreamento da foz do rio, fruto da dinâmica da confluência das suas águas com as do Oceano Atlântico, ao ritmo das marés. Sendo o único da região com a superfície acima da linha de marés durante todo o ano, ficou-lhe a toponímia de cabeço ou cabeça seca. A ideia de uma fortificação para a barra do rio Tejo, com a função de protecção do acesso marítimo à cidade de Lisboa, foi primeiramente apresentada no reinado de D. Sebastião pelo arquitecto Francisco de Holanda, indicando para essa finalidade o areal da Cabeça Seca. O soberano acatou essa sugestão, encarregando, em 1578, D. Manuel de Almada de erguer essa estrutura, com a função estratégica de cruzar fogos com a primitiva Torre de São Gião. Optou-se por uma estrutura de campanha de pequenas dimensões erguida sobre estacaria de madeira, que entulhada com pedras, serviu de alicerce para uma plataforma com algumas peças de artilharia. A fragilidade do material, entretanto, aliada à instabilidade do banco de areia e á acção das correntes e das marés, em pouco tempo, comprometeu irremediavelmente a estrutura. À época do rei D. Filipe, foi solicitado ao engenheiro militar italiano Giovani Vicenzo Casale um estudo para melhorar o sistema defensivo da barra de Lisboa então sob ameaça de corsários ingleses e holandeses. Com a morte de Casale, foram nomeados para dirigir as obras dois discípulos seus, Tibúrcio Spannochi e Anton Coll. A partir de 1598 a direcção da obra foi assumida pelo engenheiro militar Leonardo Torriani, a partir de então o projecto entrou numa nova fase. Quando da Restauração da Independência, D. João IV determinou por Decreto Real que as obras fossem concluídas por um engenheiro português. Iniciou-se assim, uma nova etapa construtiva, sob a superintendência do conde de Cantanhede, até serem dadas como concluídas em 1657. Em planta datada de 1693 já se encontra figurada uma torre encimada por um farol. O relatório de inspecção efectuado em 1751 ao farol, mostra que o mesmo operava com azeite, no período de Outubro a Março. Esta estrutura, destruída pelo terramoto de 1755, foi reedificada como um dos seis faróis erguidos na costa portuguesa para auxílio à navegação, conforme determinação de um alvará do Marquês de Pombal datado de 1758. O novo farol entrou em funcionamento em 1775. Quando da eclosão da Guerra Peninsular, foi ocupado pelas tropas napoleónicas (1807), e, posteriormente, durante as Guerras Liberais, foi alvo do fogo da artilharia da esquadra francesa que, sob o comando do almirante Roussin, forçou a barra do Tejo (1831). No término da 2ª Guerra Mundial, sem valor defensivo, foi entregue pelo Ministério da Guerra á Direcção dos Serviços de Faróis do Ministério da marinha. Foi declarado como imóvel de interesse público em 18 de Julho de 1957. Severamente danificado pelo tempo e pela erosão das águas, a partir da década de 1950 sofreu diversas intervenções de consolidação, reparos e conservação. O Forte do Bugio, foi inspirado no Castel Sant`Angelo em Roma, Itália, e, por sua vez serviu de modelo para o Forte de São Marcelo na cidade de Salvador na Bahia de Todos os Santos, Brasil.

Bruno Hezeta - (1744-1807). Foi um explorador basco que explorou o Noroeste do Pacífico. Nascido em Bilbao, foi enviado pelo vice-rei de Espanha António Maria y Ursúa para explorar a área ao norte da alta Califórnia em resposta aos rumores de que havia presença russa na região. Retornou à Europa lutando em várias batalhas navais contra a França e Inglaterra, He died in 1807 with the rank of the lieutenant general . morreu em 1807 com o posto de tenente-general.

Brendan (Santo) – Saint Brendan de Clonfert ou Bréanainn de Clonfert (484-578). Chamado o “Navegador” ou o “Viajante”, è um dos santos monásticos irlandeses cujo as lendas ultrapassam a sua história. O seu dia è celebrado a 16 de Maio. È principalmente lembrado pela sua viagem lendária à ilha de Blessed. Existem muitas versões, mas todas referem que navegou pelo Oceano Atlântico com sessenta peregrinos em busca do jardim do Eden. È suposto ter encontrado a ilha de Blessed coberta de vegetação e um monstro marinho. E se a ilha de Blessed que ele encontrou, fosse nem mais nem menos a América? Teria sido de facto Saint Brendan o primeiro a descobrir a América? Saint Brendan è o santo patrono da marinha dos E.U.A.

Bounty (HMS) - Navio comandado por William Bligh em 1787, tinha como destino o Tahiti para obter árvores de fruta-pão, seguindo depois rumo às Caraíbas, local onde nunca chegaria, pois, logo após ter saído do Tahiti deflagrou um motim a bordo, encabeçado por Fletcher Christian (28 de Abril de 1789). O HMS Bounty acabaria por vir a ser afundado por Christian e a história à volta deste navio originou várias películas na sétima arte.

Bojador (Cabo) – Cabo da costa ocidental de África a noroeste do deserto do Sara, e que por dezenas de anos, foi limite da navegação portuguesa na costa do Sara. Gil Eanes em 1434 conseguiu passar a sul do Bojador. Pouco tempo depois, foi Afonso Gonçalves Baldaia que navegou cinquenta léguas para sul até Angra dos Cavalos (séc. XVI).

Bob (Robert Duane) Ballard - Nascido a 30 de Junho de 1942 em Wichita, Kansas, tornou-se num oceanógrafo notável pelo seu trabalho em arqueologia subaquática. Conhecido por ter descoberto os destroços de RMS Titanic em 1985, do cruzador de batalha Bismarck em 1989, do porta-aviões USS Yorktown em 1998 e mais recentemente do submarino PT-109 John F. Kennedy em 2002. Desde muito cedo, interessou-se pelo mar, graduando-se pela Universidade de Santa Bárbara em 1965. Trabalhou para a aviação norte-americana e para o Instituto de Geofísica do Hawai. Em 1967 è chamado para o dever militar e è colocado na USS Navy como Oceanógrafo. Após 3 anos e já fora da marinha Bob Ballard gasta grande parte do seu tempo a tentar persuadir pessoas e organizações a financiar o projecto Alvin que seria usado em pesquisas submarinas. Em 1975 participa numa expedição franco-americana e em 1977 conduz a sua primeira expedição em busca do Titanic, que è mal sucedida. Em1985 volta a tentar encontrar o Titanic e tal acontece às primeiras horas do dia 1 de Setembro. Ballard mantém o local dos destroços em segredo e planeia regressar com a sua equipa em momento mais oportuno para fazer um estudo mais detalhado dos destroços. A 12 de Julho de 1986, Bob Ballard regressa, mas desta vez traz o Alvin, um submarino que navega a grandes profundidades e que è acompanhado pelo Jason Júnior, um veículo controlado remotamente e que premiria observar o interior do navio de passageiros. Uma tarefa mais árdua teve Ballard a quando da descoberta do Bismarck que se encontrava a 4.000 pés de profundidade, (mais do que o Titanic). Em Guadalcanal visita os destroços de muitas embarcações da 2ª Guerra Mundial e lança um livro, «Os navios perdidos de Guadalcanal» onde dá a conhecer a localização exacta (fotograficamente), de cada navio que aí se perdeu. Em 1990 funda o Instituto para a Exploração, que se especializa na arqueologia e geologia do fundo do mar. Em 2002 recebe uma medalha do museu nacional Marítimo, em 2004 è nomeado professor de oceanografia e è actualmente director do Instituto de Oceanografia e Arqueologia da Universidade de Rhode. Uma vez afirmou: «Eu queria ser o capitão Nemo das 20.000 Léguas Submarinas de Júlio Verne. Não tinha dúvida nenhuma sobre isso. Eu tive sempre esse sonho, o de estar dentro do seu navio, o Nautilus».

Boa Esperança (Cabo da) – Cabo a sul de África, dobrado pela primeira vez em 1487 por Bartolomeu Dias que só o descobriu quando o dobrou pela segunda vez já no regresso da sua viagem ao longo da costa oriental africana. Assaltado por violentas tempestades nessas paragens, deu ao cabo o nome de Tormentas ou das Tormentas. D. João III substituiu o nome ao chamar-lhe Cabo da Boa Esperança.

Bismarck – Considerado então, como o melhor Couraçado do Mundo (42.000 toneladas, e 2.400 homens na tripulação), era conhecido como “Tigre dos Mares”. Zarpou para a sua última viagem, de Bergen (porto norueguês), a 21 de Maio de 1941. A 24 de Maio meteu a pique o HMS Hood, posteriormente perseguido por unidades da Home Fleet e da Força H, numa busca que duraria quatro dias e em que eram percorridas 1.750 milhas marítimos. Às 10h19m do dia 27, termina a sua história sob o fogo do Rodney e do King George V arrastando consigo no seu braço mortal 2.290 homens. Em 1989, os destroços do Bismarck foram encontrados a 602 milhas ao largo da costa britânica e a 4.763 metros de profundidade.
Bintão (Batalha de) – Confronto travado em Novembro de 1526 entre a armada de Pêro Mascarenhas e as forças do rei de Bintão. A conquista da ilha de Bintão é um dos feitos mais espectaculares da História Militar Portuguesa, constituindo um exemplo raríssimo daquilo a que se pode chamar a «Batalha perfeita». Magistralmente planeada, tanto sob o ponto de vista estratégico como logístico, ela constituiu uma verdadeira obra-prima de execução táctica. Em Bintão, Pêro Mascarenhas conseguiu aquilo que todos os generais pretendem e quase nenhum consegue: aniquilar completamente as forças inimigas e alcançar todos os objectivos estratégicos previamente fixados sem perder um único homem. Contudo, a vitória de Bintão pouca atenção mereceu, mesmo aos contemporâneos.

Benjamin Spooner Briggs – (24 de Abril 1835- Nov.1872). Marinheiro americano e capitão do brigue Mary Celeste, que foi descoberto abandonado em Dezembro de 1872. Com ele desapareceram, a sua mulher Sarah, a sua filha Sophia e toda a tripulação, e que è ainda hoje, passados quase século e meio, um dos maiores mistérios da história da navegação.
Benjamin Hornigold – Pirata inglês do séc.XVIII. A sua carreira como um pirata durou de 1715 a 1718, altura em que transformou em caçador de piratas e perseguiu seus ex companheiros em nome do governador das Bahamas. Viria a falecer na sequência de um naufrágio ocorrido em 1719, quando a sua embarcação foi apanhada num tremendo furacão.

Benito Soto - Nasceu em Pontevedra a 22 de Março de 1805 e faleceu (não se sabe exactamente), em Cádis ou em Gibraltar entre 1830 e 1833. Conhecido pela sua crueldade, este pirata galego tinha por hábito assassinar toda a tripulação dos navios que assaltava. Filho de um marinheiro de Pontevedra, pensa-se que tenha cruzado o Atlântico muito novo. A 22 de Novembro de 1827, com 22 anos, sai do Rio de Janeiro como tripulante de um bergantim esclavagista, a meio da viagem eclode um motim a bordo e a tripulação dirigida por ele acaba por assassinar o capitão. È a partir daqui que inicia a sua carreira como pirata, até ao momento em que foi capturado e enforcado pelos 10 assaltos e 75 assassinatos que tinha cometido. As suas últimas palavras foram: «Adeus a todos!»

Belém (Torre de) – Ponto de partida das naus e caravelas para a descoberta dos Oceanos. Foi mandada construir pelo rei D. Manuel I, em 1515, em homenagem ao santo patrono de Lisboa, São Vicente, sendo o arquitecto da obra Francisco de Arruda que iniciou e a finalizou em 1520. Este monumento inseria-se numa Lisboa que era, na época a capital de um imenso império marítimo, tornando-se assim, no seu ex-líbris. A construção da Torre de São Vicente de Belém era, para aqueles que mandaram construir, um terrível elemento de defesa militar da entrada do Tejo, que avançava sobre as águas do rio. Foi fundamental na perseguição dos navios piratas que se aventuravam a perseguir as nossas caravelas que chegavam carregadas do Oriente. Estamos perante um Monumento que imortaliza os feitos dos portugueses no mar. Monumento nacional, inscrito na UNESCO como Património Mundial, ergue-se no sítio onde estava a praia do Restelo.
Beadala (Batalha de) – Batalha travada entre a armada portuguesa, comandada por Martim Afonso de Sousa e a armada malabar, sob o comando de Patemarcar, depois de mês e meio de perseguição. Desta batalha diz o historiador cingalês Pieris: «uma das maiores batalhas da história dos portugueses na Índia». Luís de Camões escreveria sobre ela o seguinte: «a frota principal do Samorim, que destruir o mundo não duvida, vencerá co’ o furor do ferro e fogo; em si verá Beadala o Márcio jogo.» (Os Lusíadas, canto X). (20 de Fevereiro de 1538).

Bartolomeu Perestrelo – (1400-1458), fidalgo português, um dos descobridores da Madeira em 1419 ou 1420, juntamente com João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. Cavaleiro da casa do Infante D. João e mais tarde da do Infante D. Henrique que lhe doou a capitania de Porto Santo, as do Funchal e do Machico foram doadas, respectivamente, a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira. È considerado como tendo sido o pai da esposa de Cristóvão Colombo; Filipa Moniz.

Bartolomeu Dias – Célebre navegador português descendente de Dinis Dias. Descobriu e dobrou o Cabo de Boa Esperança. Acompanhou em 1500 Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobriu o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia, naufragou (1500) e o valente marinheiro achou a morte junto do mesmo Cabo da Boa Esperança, de que fora glorioso descobridor.

Bartholomeu Roberts – (Wales 1682-1722). O seu verdadeiro nome era John Roberts, muitos chamavam-lhe “O último dos grandes piratas”, mas Jean Laffitte foi na realidade o verdadeiro “último pirata”. O seu legendário navio era o Boston Rover. Foi capitão de um navio mercante até que foi assaltado em águas do Gana em 1719 pelo pirata Howel Davis, depois da morte deste, è eleito como capitão pirata do navio, e è então que começa a sua vida de fora da lei nos mares da América. Em 1720 captura o governador de Martinica. A sua carreira è curta, pois a 10 de Fevereiro, morre ao receber um balásio no estômago, tendo os seus marinheiros atirado o seu corpo ao mar para que não fosse capturado pelos britânicos. Era conhecido como “Black Bart”

Bahamas – A tipografia das Bahamas, com setecentas ilhas dispersas por 100.000 milhas quadradas no meio do Atlântico, foi o palco ideal para os piratas. As suas vantagens eram enormes. Tinha um porto natural entre New Providence e a ilha do Porco, agora ilha do Paraíso. A sua localização privilegiada junto às principais rotas do comércio e a sua abundância de meios (água fresca, peixes, tartarugas e fruta), faziam dela o paraíso para piratas, flibusteiros e bucaneiros. A cidade de Charles, mais tarde Nassau, era a capital dos párias. Entre os patifes que por aqui passaram, pelo menos alguma parte das suas carreiras, encontravam-se: Henry Jennings, Henry Morgan, Edward Teach “Barba Negra”, Benjamin Hornigold, Woodes Rogers, Jack Rackman “Calico Jack”, Capitão John Wyatt, Thomas Anstis, Henry Each, Richard Worley, Samuel Belamy, Bartholomeu Roberts “Bartblack”, Stede Bonet e Charles Vane.
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