quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Achém (Batalha de)(Maio de 1569). Travada ao largo de Achém por uma nau portuguesa comandada por Mem Lopes Carrasco e uma armada do rei daquela cidade que se preparava para ir pôr cerco a Malaca com cerca de 240 embarcações. È um dos mais espantosos combates navais de todos os tempos, em que uma única nau guarnecida apenas com 40 soldados, se bateu durante três dias consecutivos com mais de 200 navios inimigos, dos quais afundou cerca de 40, obrigando os restantes a bater em retirada muito destroçados, ficando o Rei tão afrontado, e colérico, que ia bradando contra Mafamede, e contra os seus, dos quais mandou despedaçar muitos, por tomar neles a vingança que nos portugueses não pôde. Qualquer outro povo que tivesse na história da sua marinha um feito semelhante, não se cansaria de o celebrar. Mas os portugueses, com a sua habitual falta de sensibilidade para as coisas do mar e uma espécie de acanhamento saloio por terem sido, em tempos idos, uma grande potência naval...a ignorá-lo! Mais tarde, quando a notícia do combate chegou a Lisboa, o rei D. Sebastião mandou a Mem Lopes Carrasco o alvará de fidalgo e o hábito de Cristo.

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